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7º ano do Ensino Fundamental

Os alunos do 7º ano já estão na adolescência, com os hormônios à flor da pele e exigindo serem vistos como jovens independentes, mas, apesar desse desejo de independência, eles ainda demandam muita atenção e cuidado. O afastamento dos pais é algo que pode acontecer e acaba deixando o jovem sem referência. Esse fenômeno se torna mais complexo nos dias atuais, quando pais e mães geralmente precisam dedicar muito do seu tempo no trabalho e os caminhos digitais fazem com que o computador sirva como uma nova porta aberta ao mundo. O trabalho da OPEE tem muito ajudar nesse sentido, pois fala de valores, autoconhecimento e limites, tudo isso para ajudar o aluno a entender a importância do amadurecimento.

AUTOCONHECIMENTO

Para iniciar esse módulo, o livro trata do tema adolescência, visando ajudar o aluno a se entender melhor neste período de mudança. Trabalhamos um texto de Carlos Drummond de Andrade (foto) chamado “Essas coisas”, que trata da idade e do sofrimento, algo que não é muito dito mas muito sentido pelo jovem neste momento de transformação. O autor sugere uma dinâmica em que os adolescentes exponham seus medos, para que possam ser auxiliados.

Drummond foi uma das melhores cabeças que o Brasil teve e vale ao educador navegar um pouco em seu legado para ter mais repertório ao trabalhar o texto com os alunos. Abaixo, um pouquinho sobre ele:

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Carlos Drummond de Andrade foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX. Nasceu em Itabira, Minas Gerais, em 1902.  Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

Outro trema tratado na obra é a dificuldade diante dos desafios e os altos e baixos que todos precisam enfrentar na vida. Nas atividades, usamos como exemplo a famosa autora J.K. Rowling (foto), responsável criativa pelo famoso mundo de Harry Potter. Uma das autoras mais conhecidas e de sucesso no mundo hoje, ela teve seu livro negado 7 vezes até que, após todas essas negativas, uma editora dissesse “sim” à sua fantástica criação. Imagine se J.K. Rowling desistisse na primeira, na segunda, na terceira ou na sexta negativa que recebeu? O mundo não conheceria Harry Potter e ela enterraria o seu sonho. Por isso, é importante ter perseverança e entender que a vida é feita de tropeços, após os quais podemos nos levantar e continuar. Abaixo, um pouco da autora de Potter:

 A britânica nasceu em 1965 na Inglaterra e desde pequena teve o gosto pela escrita. Ela enfrentou uma série de dificuldades até atingir a riqueza e a fama como escritora, passando-se longos anos até que o “Harry Potter e a Pedra Filosofal” chegasse às prateleiras, com a ajuda de seu agente literário Christopher Little. Desde então, J. K. Rowling escreveu os outros seis livros que a tornaram rica, e capacitaram-na a contribuir para instituições que ajudam a combater doenças, injustiças e a pobreza. Uma das grandes problemas que enfrentou foi a morte da mãe, que causou uma grande depressão, mas que serviu de inspiração a série Harry Potter. 

 

 

 

Tratando da narrativa de vida de importantes personagens, a OPEE busca dar ao aluno exemplos de que, mesmo nas trajetórias de grande sucesso, há falhas, existem dificuldades e é necessário esforço e valores. Em outra atividade, o próprio aluno busca apontar alguém que passou por dificuldades, para que identifique o tema em personagens de seu cotidiano.

Entre os valores que estão nos livros, está a cooperação, pois em um momento de dificuldade é sempre possível ajudar um amigo. Da mesma forma, em um momento de vitória, é importante celebrar com ele. A ideia aqui é incentivar que uns ajudem os outros, criando, assim, uma turma forte, integrada, que se respeite e cresça unida. Isso contribui para que possamos preparar o aluno para o trabalho em equipe, começando dentro da escola e se estendendo para o mundo do trabalho e também nas relações pessoais pautadas no respeito mútuo.

O autoconhecimento é importante também para saber, de forma objetiva, o que realmente queremos para nós, quais são nossos objetivos e o que precisamos fazer para nos tornarmos a melhor versão de nós mesmos. Essa mensagem é importante para auxiliar o aluno na realização de seus sonhos e no desenvolvimento de seu projeto de vida.

A seguir, o autor comenta sobre a obra e sua aplicabilidade neste eixo:

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ESCOLHA PROFISSIONAL, EMPREENDEDORISMO E MERCADO DE TRABALHO

Como parte importante da orientação profissional, o material trabalha também o reforço dos valores. Nesta fase, o aluno já está maduro o suficiente para compreender que o trabalho gera dignidade, mas também exige posturas éticas. E isso se traduz nas nossas atitudes e nossas escolhas diante das possibilidades do mundo.

A música “GPS” abre a discussão de boas escolhas. Os valores são como uma bússola de referência, e é preciso relembrar deles sempre.  Com valores, podemos fazer escolhas melhores, que são boas hoje e amanhã, não só para mim, mas para todos. Na escolha profissional, é necessário ter critério.

Como em todo ano, terminamos o módulo 2 apresentando um empreendedor brasileiro, para ajudar a inspirar os alunos. Neste ano, a escolhida é Zilda Arns. Médica e sanitarista, também foi fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organizações de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Símbolo dos direitos humanos no país, faleceu em missão no Haiti.

Confira um vídeo, abaixo, sobre a trajetória de Zilda Arns:

 

Abaixo, o autor comenta sobre a obra e sua aplicabilidade neste eixo:

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EDUCAÇÃO FINANCEIRA

O módulo já inicia relacionando o trabalho ao dinheiro. Reforça-se, na obra, que a escolha profissional é importante para a educação financeira, já que fazer o que gosta aumenta as chances de sucesso profissional e pessoal, pois você trabalha com excelência e carinho. O ganho do trabalho é o salário, e o livro trabalha as diferenças do pagamento ao trabalhador no mundo. Depois, trabalhamos a importância do controle de gastos, já que o salário é o limite de gastos no mês, quando se é adulto. É uma forma de ensinar, desde cedo, a evitar o consumismo e a praticar a responsabilidade financeira.

Em outra atividade deste eixo, os alunos são convidados a planejar uma viagem. A ideia é mostrar que é necessário poupar dinheiro para poder realizar este plano, assim como outros sonhos. Também mostramos que é importante, sempre, fazer escolhas inteligentes para poder arcar com todos os gastos necessários.

Abaixo, o autor comenta sobre a obra e sua aplicabilidade neste eixo:

Faça aqui a avaliação deste livro e teste seus conhecimentos.

4 comentários em “7º ano do Ensino Fundamental

  1. Olá, gostaria de partilhar a minha satisfação em relação a capacitação de Opee para os educadores, bons temas, bons vídeos e uma excelente explicação do próprio autor para conosco. Gratidão!!!
    Professora Ana Paula
    Educandário Nossa Senhora Aparecida

  2. Gostei muito dos três módulos assistidos referentes ao conteúdo do 7º ano. As explicações são claras e objetivas e as dicas do autor sobre diferentes dinâmicas muito enriquecerão as minhas aulas.

  3. A educação financeira e a ética social na adolescência faz muita diferença, no vídeo da Arns mostra a necessidade dos alunos colaborarem com uma sociedade desigual, assim, abordam sentimentos e valores humanos. O colégio desenvolveu vários projetos solidários com seres vivos, humanos, meio ambiente e animais, mobilizando professores e alunos. A educação financeira cria no aluno uma conscientização de valores e de onde vem estes valores, humanos e financeiros. Aproveitei uma guerra de bolinas de papel, onde os alunos arrancavam páginas em branco do caderno amassavam e jogavam nos colegas. Primeiro mostrei uma outra realidade, onde crianças mais carentes, também arrancavam páginas dos cadernos para fazerem uma bola grande de papel, enrolarem com fita adesiva para jogarem bola durante o intervalo, pois não possuíam dinheiro suficiente para comprar uma bola, neste momento já coloquei a reflexão para os alunos de valores humanos e financeiros. Na sequencia comparamos o valor do caderno e quanto custaria uma folha do seu caderno, era barato, 0,3 centavos, colocamos em quantidade maior (poupar) e mostrei quanto de folhas eles jogam fora no ano aproximadamente e no montante final, a consciência familiar quando dinheiro dos pais eles estavam jogando na cabeça do colega ao lado. A reflexão de valores financeiros e humanos foi ótima,

  4. Em nossas aulas dos 7º anos, existe uma maior participação dos alunos, pois todos querem dar depoimentos de suas mudanças na transição da infância para a adolescência. Sempre relevando os aspectos diretamente ligados aos temas , reafirmando os valores éticos por meio da busca de uma sociabilidade que permita a expressão das diferenças e de conflitos.

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