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A Aids ainda não tem cura! Sabia?

Lucinha Araújo tem uma frase que define bem um dos grandes desafios dos dias de hoje. “A Aids saiu de moda”, diz a mãe de Cazuza, um ícone levado pela doença que, na época, sequer tinha tratamento. Hoje tem remédio, mas ainda não tem cura. A única coisa que temos de concreto é a prevenção, mas, apesar de muito se saber sobre as formas de contágio, muitas pessoas continuam se arriscando (e se contaminando).

Dia 1º de dezembro é lembrado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Sempre, nesta época, várias reportagens se faziam sobre as batalhas da humanidade contra o HIV e os desafios para enfrentá-lo. Mas hoje, até nesta data, o assunto é cada vez mais raro, como se a Aids já fosse uma batalha vencida. O problema é que não é, e se não a combatermos com afinco, são muito grandes os riscos de comprometermos até as conquistas feitas até agora.

O Brasil tem uma realidade sui generis no que tange ao assunto. É um dos poucos países que fornecem tratamento gratuito aos soropositivos, o que já nos rendeu prêmios internacionais, mas os casos de infecção por aqui continuam crescendo, na contramão do que vem acontecendo no mundo. Ou seja, mais que tratar a doença, precisamos evitar que surjam novos doentes, e nisso estamos falhando.

De quem é a culpa? Dos governos, que geralmente só falam da Aids no Carnaval (como se apenas nesta época houvesse riscos)? Certamente sim, mas não só. A responsabilidade é de todos nós, assim como a busca por soluções também está em nossas mãos.

A chave para combater a Aids está na movimentação social, na família, nas escolas, nos ambientes de trabalho e convivência. Em todos os lugares podemos discutir e refletir sobre um problema que ainda é muito preocupante. Afinal, nada menos que 11 mil pessoas morrem por ano de Aids e, só em 2015, 45 mil pessoas se infectaram no Brasil. Quem está representando em maior peso essa questão são os jovens, que iniciam sua vida sexual cedo e deixam de lado os meios preservativos, achando que o problema está sempre “nos outros”.

Há um mal que acompanha a Aids desde que ela surgiu e isso vem atrapalhando muito o sucesso na luta contra a doença: o preconceito. Muitas pessoas continuam achando que o HIV é exclusividade de “grupos de risco”, quando na verdade não existe grupo e sim comportamento de risco. Qualquer pessoa, de qualquer idade, de qualquer orientação sexual, de qualquer gênero, pode pegar Aids, bastando que se arrisque uma única vez.

Sim, precisamos falar de Aids, quebrando o silêncio da mídia e desconstruindo os preconceitos do senso comum. Precisamos ter coragem de enfrentar essa doença com aquilo que nossas escolas fazem de melhor: ensinar para a autonomia. Presencialmente e também nas redes digitais! Precisamos formar pessoas capazes de transformar o muito que já conhecem sobre o HIV em ação prática, ou seja, fazer a informação virar conhecimento, e a teoria virar prática. Esse desafio é educar para a vida. Vamos enfrenta-lo?

 

DICAS DE ATIVIDADES

NA ESCOLA

– Debater o tema de forma aberta com os alunos, convidando-os a trazer a sua realidade (suas dúvidas!!!) para a sala de aula, é muito importante, pois une informação a afeto, gerando conhecimento e ação. Desvestir-se de preconceitos é fundamental para isso.

– Trazer palestrantes é outra ideia muito boa. Por exemplo, médicos infectologistas e psicólogos que falem dos riscos, ativistas que contem sobre a luta contra o HIV e os preconceitos ainda gerados em torno da doença ou, ainda, soropositivos que possam contar seus casos e usá-los como exemplo para os cuidados necessários. É preciso mostrar que a Aids é uma realidade, e que não está distante.

– Que tal trazer as famílias para participar? É importante saber como o assunto é tratado em casa, para que a escola e os familiares dos alunos estejam sintonizados sobre essa luta.

 

NO YOUTUBE

Há farto material para ser usado na conscientização contra a Aids em escolas e selecionamos alguns do Youtube:

DRAUZIO VARELLA E OS COMPORTAMENTOS DE RISCO: https://www.youtube.com/watch?v=ELBkTy63PDc

VALERIA POLIZZI CONTA COMO SE CONTAMINOU COM O PRIMEIRO NAMORADO E FALA SOBRE O LIVRO “DEPOIS DAQUELA VIAGEM”: https://www.youtube.com/watch?v=-YzBfVSzQ4s

PORTA DOS FUNDOS FAZ SÉRIE “VIRAL” UNINDO CONSCIENTIZAÇÃO E BOM HUMOR (ATENÇÃO: CONTÉM ALGUNS PALAVRÕES): https://www.youtube.com/watch?v=yezAn6RL9XY

PÁGINA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE A AIDS: http://www.aids.gov.br/

 

NAS AÇÕES DOS ALUNOS

– Que tal fomentar peças de teatro, letras de música, ações lúdicas, gincanas, ações voluntárias para ajudar vítimas do HIV? Envolver os alunos na temática de diversas formas é uma maneira de mostrar a eles, primeiro, que a Aids é um risco e, segundo, que sempre podemos fazer algo contra a doença e contra os preconceitos que atingem os soropositivos.

– Que tal convidar os alunos a criarem páginas nas redes sociais falando do tema? Eles terão de pesquisar muito e até fazer entrevistas para poder postar. Ou seja, vão aprender e se conscientizar ao mesmo tempo. E as páginas podem ajudar a conscientizar mais e mais pessoas.

 

 

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